Atropelei o Calimero

Censura nos Jogos Olímpicos

quarta-feira, 30 de julho de 2008 by ocondutor | 0 comentários

Caiu que nem uma bomba a noticia de que a China se prepara para vedar o acesso a certas partes da internet aos jornalistas internacionais durante a sua cobertura aos jogos olímpicos. Ainda por cima porque havia a promessa das autoridades chinesas de não se intrometerem na questão.

Para alguém com uma grande costela jornalística como eu, esta é uma muito má noticia. Não estou em crer que isto vá impedir a imprensa de trabalhar e fazer uma boa cobertura dos jogos olímpicos porque nestas coisas alguém tem de salvar a pele e manter a honra do convento... A pesar do comité olímpico internacional ter dito que vai analisar "seriamente" a questão, não acredito que, a tão pouco tempo do início dos jogos olímpicos e com tantos atletas com tanta coisa em jogo e com anos de preparação para estar em forma neste preciso momento, seja possível cancelar ou adiar o início dos jogos como forma de pressionar o Governo Chinês a cumprir a promessa. Ou seja, este "seriamente" não quererá dizer mais do que estamos tão zangados, mas tão zangados que vamos reflectir no assunto e esperar que a ira nos passe...

Não acredito também que os jornalistas possam fazer mais do que manifestar descontentamento com a situação e recusar a cobertura do maior evento desportivo do mundo com tantos milhões em direitos de transmissão e um mundo inteiro à espera de saber a contabilidade das medalhas.

A verdade é que ia ser o bom e o bonito se o Comité Olímpico Internacional mostrasse ao comité lá do sítio que há coisa mais importantes que ideologias e que a internet como principal veículo de comunicação no mundo é importante para o trabalho de toda a imprensa mundial. Começando desde logo pelo envio dos textos, fotos, imagens até, mas depois a troca de ideias com os editores e com os colegas da redacção ou simplesmente poder manter contacto com a vida no seu país e não ficar isolado da "sua" realidade. Imaginem o cúmulo dum jornalista, só porque as autoridades chinesas não gostam do jornal, ver-se impedido de consultar a edição da publicação para onde trabalha.

Isto cá para nós, só quer dizer que há muita coisa a esconder e que não se quer que alguém descubra, não se trata da simples ideia de mostrar aos residentes que a lei é para todos.

Concentrem-se mas é em baixar o nível de poluição da cidade de Pequim, a ver se nenhum dos atletas se sente mal ou é prejudicado por causa disso.

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Bastidores - RTP2

segunda-feira, 28 de julho de 2008 by ocondutor | 0 comentários
Porque é que eu estou a ver um trailer do Tropa de Elite no Bastidores da RTP2 em inglês com o look dum filme "clube de vídeo" anos 80?
E ainda por cima, com o cartão final a dizer "Elite Squad" (Tropa de Elite) - os parêntesis não são meus.

Não quero saber se é culpa da distribuidora ou da RTP, só sei que o trailer não ajuda nada a promover ao filme... Se tivesse visto apenas o trailer, mesmo depois de tudo o que me foi dito de bom sobre a fita, levava a nota de banhada. E está longe disso. É que com aquela voz colocada do narrador, até me custou a entender que era o mesmo filme. Enfim...

Valha-me aqui o belo documentário sobre o Persépolis que, boa noticia, já está em DVD. Como cometi o erro de o deixar escapar das salas sem lhe passar os olhos, acho que vou deitar as mãos à edição para casa.


cine
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The Dark Knight

quinta-feira, 24 de julho de 2008 by ocondutor | 2 comentários
Acabo de ver The Dark Knight, o novíssimo Batman, e diz que não parei um segundo na cadeira, o que na minha escala só pode ser bom, e fiz meia dúzia de comentários excitados, dizem-me que brutal foi o mais repetido. Eu não dei por nada, o que na minha escala é muito bom. Não sei como é que houve quem saísse da sala a dizer que era grande... Eu ainda ficava mais tempo!

Senhoras e senhores, apresento-vos o cavaleiro das trevas! Mais palavra, menos palavra é assim que o filme acaba. A partir de agora nós e Gotham podemos contar com o anti-herói para ser o herói que faz falta. A história é mais ou menos conhecida, a visão do Christopher Nolan (que assina o argumento em parceria com o irmão) agora também. E que visão meus amigos. O herói negro está lá, mas também os vilões mais sinistros e ao mesmo tempo mais humanos. Dá para pensar que há um Joker algures e um Two-Face à espera do click definitivo.

O melhor Batman de sempre? Hummm, eu adoro o primeiro.
O melhor Joker? Hummm, é dificil esquecer o grande Jack Nicholson. Mas no fundo, gosto mais desta ideia de ter um Joker que é menos amalucado e mais enlouquecido e sempre, sempre lúcido quanto aos seus verdadeiros objectivos. Não perde tempo a pintar frases malucas em museus, está ali é para dar a volta à cidade e provar que todos somos capazes de quase tudo...

Enfim, vão mas é ver o filme que não estou para contar mais nada.

cine
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Life Changes...

quarta-feira, 23 de julho de 2008 by ocondutor | 0 comentários
"Yeah Baby! Do you wanna come suck on some nectar...?"


CHANGES from LORCANFINNEGAN on Vimeo.

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Uma tropa que não é para todos

domingo, 20 de julho de 2008 by ocondutor | 0 comentários
Às vezes vale a pena esperar. E ainda bem que resisti à tentação de entrar na recruta da "Tropa de Elite" através do DVD. Acho que há filmes, se não mesmo todos, que ganham muito quando os vemos no escurinho do cinema.

E é no escurinho, mas da favela que este filme começa com os nosso super polícias a entrarem para resolver a merda criada por outros polícias e a entrarem para matar. Um início forte com o funk intercalado com os créditos iniciais, mas depois logo substituído pelo som das balas a serem disparadas. Mais um filme cru e com linguagem forte que explora o filão favela/tráfico, só que desta vez temos um polícia como narrador, o Capitão Nascimento que tem a visão de quem já sujou as mãos muitas vezes e foi treinado para limpar a área quando a coisa dá para o torto.

Temos o polícia super honesto e ingénuo que acredita no sistema e ainda acha que consegue ser advogado. Há o outro, também honesto, que adora armas e quer subir rápido na hierarquia, nem que para isso o sistema tenha de ser vencido. E há os polícias do sistema que usam e abusam da posição para ganhar mais algum ou porque, no fundo, ninguém quer morrer à toa. Depois há os duros que chegam quando não há outra solução. E desses, o capitão Nascimento é o melhor. A propósito, gosto deste Wagner Moura, que sei anda a fazer de mau numa telenovela qualquer, e do seu capitão; como já antes tinha gostado dele em Cidade Baixa, outro filme que recomendo.

Adoro as pequenas ironias do argumento. Primeiro, a ideia de que por causa do Papa, ainda João Paulo II, que quando visita o Brasil em 1997 decide ficar a dormir junto do morro, vai haver molho. Por causa dele, vai ser preciso correr riscos e vai acabar por morrer muita gente. Depois, os falsos moralistas que participam em manifestações, acusam a lei de ser violenta e depois financiam a indústria da droga ajudando ao tráfico ou simplesmente consumindo. E há a ironia do próprio sistema que acaba por chegar às coisas mais insignificantes como os reboques. E o quanto eu fui pensando no nosso país...

Frases chaves que vale a pena descobrir no filme: "bota na conta do papa", "essa área é minha" ou ainda "morto na praia é afogamento", nem vou dizer nada quanto ao contexto prefiro deixar para durante a sessão.

Para finalizar só não compreendo como podem estas fitas demorar tanto tempo a entrar nas nossas salas? Um ano, é tempo a mais. Já era tempo de fazer melhor na escolha e distribuição do que chega às nossas salas, ainda para mais um filme brasileiro. Já era tempo de fazer um acordo qualquer de circulação de filmes brasileiros cá e portugueses por lá. Já era tempo... E até seria lucrativo, digo eu, é só pensar na vasta comunidade brasileira que cá temos.

Bem, ficam aqui os primeiros minutos do filme, achei que era melhor do que começarem pelo trailer. Apresento-vos o capitão Nascimento:


cine
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Alive!08 - parte IV

domingo, 13 de julho de 2008 by ocondutor | 0 comentários
Envelhecer é injusto, principalmente para os grandes e Bob Dylan é sem dúvida um dos maiores.

Custou ver a figura débil, a voz difícil de se fazer entender e os movimentos lentos. O homem está lá, é ele percebe-se, mas não é já o mesmo. A imagem ajudou às piadas: a pausa a cada música era para dar um sopro no oxigénio, está a ver as letras para não se enganar, enfim era escolher. Depois a postura de perfil não ajuda, um esboço do mito é o que é. Mesmo assim, está cumprido o fetiche de muita gente de ver o génio em palco.


Cabe-me agora resumir o último dia de festival que foi passado a correr entre o palco principal e o secundário. Primeiro Juan Maclean & Nancy Wang que vi com agrado muito por causa do ambiente e do ar de quem se juntou para abanar ao som da música electrónica feita com muitos instrumentos reais, pena o ar de frete da senhora Wang que não tem um ar nada simpático.

Duas espreitadelas a Xavier Rudd e Donovan Frankenreiter, um jantarinho que já fazia falta e nova corrida para o Metro On Stage e essa festa conduzida por Róisín Murphy ex-voz dos Moloko que veio acompanhada de duas meninas que se mexem tão bem como ela e ajudam e muito ao ambiente festivo das canções.
O Neil Young não é muito fora da minha onda, valeu pelo Rockin'In The Free World. Já agora, só para dizer que ao longo do concerto há um pinto que vai pintadas umas telas para depois serem leiloadas a favor duma associação que ajuda crianças com paralisia cerebral.
Passo já para o Ben Harper que já estou meio cansado de ouvir. Destaque apenas para o grande momento em que ele conseguiu meter toda a plateia a cantar em Português, do Brasil, o Boa Sorte que gravou com Vanessa da Mata. Só acho que estragou tudo ao exagerar nos agradecimentos e ao dizer que ficou sensibilizado com a cantoria do público e que foi do melhor que teve... Não há paciência.

Agora os meus dois grandes destaques. Primeiro The Gossip que ainda nunca tinha visto ao vivo e que superaram as expectativas. Grande celebração ao som da voz encorpada da vocalista que toda a gente insiste em fazer notar que é super gorda. Mas digo-vos mexe-se melhor que eu. Se a festa começou em grande com Listen Up, melhor acabou com os saltos histéricos da multidão que gritava a plenos pulmões, eu incluído, o grande Standing In The Way of Control.

Já com dores nos pés que me faziam pensar duas vezes antes de dar um passo, acabei por dar por mim aos saltos até às 4h da manhã no meio da multidão que se recusava ir embora... Foi um festão o montado pelos MSTRKRFT. Já não bastavam os muitos que lá em baixo assistiam em êxtase, mas estes canadianos loucos trouxeram a família e amigos que dançavam ao lado deles, em cima do palco, metiam-se com o público... Enfim, um final em grande. Tão grande que encontrei por lá grande parte do Staff da promotora do festival que, com o dever cumprido, estava tão animado como os restantes.

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Alive!08 - parte III

sexta-feira, 11 de julho de 2008 by ocondutor | 0 comentários
Este é já o segundo dia de Alive! só que eu ainda não disse nada sobre os Rage Against The Machine que rasgaram...

Ok! Trocadilho fácil, não vou repetir.

Na verdade, há muito tempo que não assistia a um concerto assim cheio de força e intensidade. Não que os que os antecederam não tivessem sido muito bons, a ponto de se considerar, por exemplo, o concerto dos The Hives como o melhor que deram em terras lusas. Acho que foi da emoção de ver ao vivo e a cores uma banda que pensávamos nunca mais subir a palco.

Mega moche podia ser uma boa definição para a agitação que invadiu o público assim que se ouviram os primeiros acordes, mas isso é muito pouco. Pegando na ideia dos acordes, que maneira de tocar guitarra é aquela? O Tom Morello brinca com aquela coisa nas mãos. As cordas parece que vibram apenas com a força da mente, ele pensa e a guitarra faz. Às vezes parece que está ali parado sem mexer em nada e a nota muda completamente, fiquei de boca aberta. E depois aquele momento, muito bem captado pela realização do videowall, em que a mão esquerda toca nas cordas de baixo para cima e, de repente, já está de cima para baixo. Só visto porque aqui a descrição não ajuda... Quando se passa desata a fazer rotativos com a perna no ar. Super!

Confesso que me aguentei mais ou menos, mas quando fecharam com o Killing in the Name tive de desatar aos saltos e posso-vos garantir que eram muito poucos os que não estavam a fazer o mesmo. Por momentos apeteceu-me ficar suspenso no ar só para observar melhor o momento de milhares de braços no ar e cabeças saltitantes. O resultado foram as dezenas de objectos perdidos que encontrei esta tarde ao chegar ao recinto: óculos partidos e amolgados como que por um rorlo compressor, astes de óculos perdidas, bocados de lentes, pendentes de fios, medalhas, o que quiserem... Ah! até uma placa a dizer Inês...


De hoje, ainda não tenho muito para registar. Apenas lamento a falta de comparência dos Nouvelle Vague, acho que ia ser engraçado dar um pezinhos de dança ao som do Too Drunk to Fuck, gosto da versão o que querem...
Depois logo conto o que senti durante Bob Dylan.

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Alive!08 - parte II

by ocondutor | 0 comentários
Antes de mais tenho de me corrigir, o senhor que estava ao meu lado era mesmo, Pelle Almqvist, o vocalista dos The Hives que acaba de deixar o palco completamente encharcado e, acho, que sem voz depois de tanta gritaria. Entre cada música, lá vinha uma sessão de gritos a puxar pelo público. Entre um sonoro LADIES!!! and GENTLEMAN!!!, à espera dos gritos duns e doutros, lá vinha o apelo às palmas e ao make some noise. Ainda teve tempo para convidar o pessoal a ir ter com ele ao backstage para uma sessão de fuck you completly up. Depois do episódio de há pouco, espero que não fosse comigo... Só uma correcçãozinha, ele fartou-se de dizer que era a segunda vez, mas é mesmo a terceira.

Vamos por ordem, os Vampire Weekend meteram toda a tenda a dançar e bem disposta. Ainda agradeceu ao público português dizendo, é habitual mas pareceu sincero, que é do melhor que há. Foi também engraçado estar no meio do público gente tão ilustre como os Loto e o Gomo a assistir ao concerto como ilustres fãs desconhecidos e a curtirem da mesma forma como todos os outros. Gosto de sentir esta inversão e ao mesmo tempo uma certa noção de pequenês: ora estamos em cima, ora estamos em baixo.

Dos MGMT só tive tempo de me abanar ao som de meia dúzia de canções, mas correspondeu ao pouco que conhecia deles. Um vocalista que não se percebia bem se homem ou mulher, mas que esteve em grande pelo pouco que vi e escutei. Logo a seguir, lady Peaches tomou conta dos pratos com o microfone ao lado e começou logo a meter toda a gente a gritar slurping and liking, liking an slurping. É preciso dizer mais alguma coisa?

Dos Gogol Bordello, o mesmo que já tinha visto em Paredes de Coura: loucura, loucura e ainda mais loucura. Duas meninas que enchem o palco e fazem de tudo: bombo, pratos, dança, o que quiserem. E sobretudo, um vocalista que ninguém consegue perceber bem o que vai fazer a seguir. Foi tocar até lhes desligarem o som de palco e ficarem apenas com o som de palco e depois sem iluminação.

Agora vou entrar em estágio para os Rage Against The Machine.

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Alive!08

quinta-feira, 10 de julho de 2008 by ocondutor | 1 comentários
O condutor está no Alive!
Depois duma tarde inteira a apanhar sol na cabecinha e a suar que nem um cavalo (é pena que a água estando aqui tão perto, esteja tão longe que não dê para dar um mergulho) chega finalmente a música.
E que fucking início com os Kalashnikov em grande a apelarem à fucking war e a gritarem que vão para os states apelar à fucking war junto ao fucking McCain. Aproveitei aqui uma pausasinha enquanto os Galactic actuam no palco principal para escrever estas linhas e até está a render. Vi agora passar a guitarra de Eugene Hütz, o inquieto vocalista dos Gogol Bordello na mão de um dos roadies e tenho agora aqui um dos tipos dos The Hives a escrever ao meu lado.
A questão é que não me posso demorar porque os Vampire Weekend, que eu não posso perder nem por nada, vão subir ao palco Metro on Stage não tarda nada. Em tendo tempo, volto cá.

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007 - Quantum Of Solace

terça-feira, 8 de julho de 2008 by ocondutor | 0 comentários
Parece que já há trailer...



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